<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22895997</id><updated>2011-04-21T14:46:37.906-07:00</updated><title type='text'>Dados</title><subtitle type='html'>&lt;br /&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dadossuruwaha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22895997/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dadossuruwaha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22895997.post-114269085500021323</id><published>2006-03-18T06:05:00.000-08:00</published><updated>2006-03-18T06:07:35.003-08:00</updated><title type='text'>Informações Etnográficas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;As primeiras notícias quanto a existência dos índios suruwahá datam dos anos setenta. Moradores da região dizem ter tido contatos esporádicos com índios arredios no rio Coxodoá, município de Tapauá, estado do Amazonas, entre 1972 e 1977. Em 1978, membros da organização católica CIMI (Conselho Indigenista Missionário), através de um sobrevôo na área localizaram  algumas malocas de um povo indígena desconhecido, e resolveram  enviar uma equipe de exploração para a região. Em 1980, após dois anos de intenso trabalho conseguem estabelecer contato amistoso com os indígenas. A via de acesso utilizada para chegar  até a maloca foi uma picada aberta com rumo de 300 graus a partir da foz do Igarapé do Pretão, afluente do igarapé Riozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1983 Sebastião Amâncio da Costa, chefiou uma expedição da FUNAI na área do Igarapé do Coxodoá. Sua equipe era constituída por 14 pessoas, e tinha como integrantes,  indígenas dos povos Wai-wai, Xereu, Ixkariana, Atroari, Deni e Baniwa.  Esta  equipe iniciou  a abertura de uma picada saindo da boca do Igarapé Coxodoá com rumo de 180 graus com o objetivo de contactar os Suruwahá. Após 20 km de caminho aberto pela floresta, finalmente encontraram-se com os índios. Deixaram muitos presentes e regressaram a Manaus com planos de estabelecer um posto da FUNAI na área,  mas nunca  mais voltaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte foi criado um grupo de trabalho pelo presidente da FUNAI através da portaria n 1764/E de 14.09.1984 , propondo a demarcação da área Suruwahá. O resultado foi o seguinte: área de 233.900 ha com 500 km de perímetro, localizado no município de Camaruã no estado do  Amazonas.  Esta área foi demarcada pelo exército brasileiro entre novembro  de  1987 e janeiro de 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área indígena Suruwahá está localizada no estado do Amazonas, na região sudoeste, a noroeste da cidade de Lábrea.  O acesso à área pode ser feito por via fluvial, pelos rios Solimões, Purus, Tapauá e Cunhuá. A partir do rio Cunhuá existem duas opções: entrar no Riozinho, pegar o igarapé  do Pretão e usar o varadouro utilizado pelos missionários do CIMI , ou subir mais o rio até a foz do Coxodoá e caminhar cerca de 20 quilômetros pelo varadouro da Funai. Existe ainda uma terceira possibilidade de acesso à área: Viajar de avião até a aldeia do Marrecão (tribo Deni). Neste local existe um Posto da Missão Novas Tribos, uma pista de pouso e sistema de comunicação  por rádio. Do Marrecão pode-se descer o Cunhuá até o igarapé Coxodoá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área Suruwahá está cercada pelos rios Cunhuá e Riozinho e pelo igarapé Coxodoá. Estes três igarapés são de importância muito grande para a sobrevivência do grupo. No período de verão, quando as águas baixam, são realizadas grandes pescarias cujos frutos são os principais responsáveis pelo suprimento de proteínas e gordura durante esta época, uma vez que a caça é escassa. Existem ainda outros afluentes menores destes três igarapés, onde se encontram construídas casas comunais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São raras as expedições do grupo para o Coxodoá, Cunhuá e Riozinho, devido à grande distância em que se encontram. Além disso, estas áreas são infestadas de mosquitos conhecidos na região como piuns, que causam grande desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo, composto por cerca de 140 pessoas, é único e monolíngue. Não se tem notícia de outro grupo que fale a mesma língua. Segundo a tradição oral na aldeia, o grupo atual é formado por 7 grupos que levam uma denominação de ‘ dawa’. São eles: sarukadawa, adamidawa, tabusudawa, jukihidawa, masanidawa, kurubidawa e nakadanidawa. Esses grupos viviam separados há cerca de 100 anos atrás, mas mantinham relacionamento entre si. Fatores como chacinas e doenças deixaram estes grupos reduzidos, o que levou os remanescentes a se juntarem,  formando assim o povo atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns rapazes conhecem algumas palavras de português, que aprenderam no convívio com indigenistas e missionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foram realizadas algumas descrições preliminares da língua. A primeira tentativa de análise fonológica foi realizada por Bráulia Ribeiro em 1985 com um corpus bastante reduzido. Em  1990  Kroemer, Weber &amp; Silva elaboraram o ‘Relatório Lingüístico Preliminar Zuruahá’. Em 1990, Edson Suzuki  realizou uma pesquisa comparativa e classificou a língua Suruwahá na família Arawá. Em 1995 Márcia Suzuki publicou  o Esboço Fonológico Preliminar da Língua Suruwahá  e   Interação entre Regras Segmentais e Prosódicas em Suruwahá.. No mesmo ano Daniel Everett publicou ‘Sistemas prosódico das línguas Arawá’, onde incluiu um capítulo sobre a língua Suruwahá. Em 1995 foi publicada no IJAL um artigo de Robert Dixon sobre Desenvolvimento do Gênero em Jarawara, que incluiu várias informações sobre o sistema fonológico do Suruwahá. Em 2000 Márcia Suzuki publicou o artigo OCP e Sibilantes no Suruwahá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Suruwahá vivem  juntos em casas comunais. Existem atualmente  três casas construídas e três em  fase de construção. A maloca é de forma cônica,  cuja base é  sentada numa circunferência formada por pequenos postes de um metro e meio de altura. As aberturas entre os postes que ficam em frente a  algum caminho,  servem de portas. A cobertura é feita de folhas de caranã trançadas em  varas de paxiúba em forma de  panos, que são sobrepostos de baixo para cima sobre uma estrutura formada de suportes e vigas, que se unem na ponta da cúpula  formando assim o telhado. Além da circunferência da base, existe uma  circunferência  mais interna que serve de suporte para o teto. Ela  é escorada por grandes vigas, nas quais são amarradas duas traves que saem até à circunferência  exterior, que servem como repartições familiares, e principalmente  para se amarrar  as redes. Estas áreas são denominadas de kahu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada família é responsável por sua subsistência, mas a reciprocidade generalizada faz parte da vida comunitária. A divisão de trabalho é feita basicamente por sexo. Os homens são responsáveis pela caça e preparo da mesma, derrubam a mata para fazer o plantio que é trabalho de ambos. São eles os construtores das casas, e fabricantes de seus  utensílios de caça. As mulheres cuidam da comida e de tudo que se refere a seu preparo, além de cuidar das crianças e da colheita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meses de verão as pescarias são constantes e grande parte da população participa. O organizador da pesca é responsável por trazer de sua roça grande quantidade de timbó, um tipo  de raiz venenosa que será esmagada e colocada em cestos feitos de folha de patauá e transportados até o local da pescaria. No momento da pesca algumas pessoas carregam o veneno para um determinado ponto do rio, e o restante se distribui pelos barrancos rio abaixo afim de esperarem o peixe intoxicado pelo veneno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da carne de caça e peixe,  a alimentação deles se constitui basicamente de tubérculos como batata doce, mandioca, cará, inhame, ariá, taioba, e frutas diversas. Eles cultivam cinco espécies de banana, várias espécies de abacaxi, cana-de-açúcar, caju e pupunha. Esta última, riquíssima em gordura e vitaminas, tem grande valor no seu ciclo alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Suruwahá são também conhecidos como ‘povo do veneno’ devido  à pratica e veneração do suicídio, que constitui uma das características mais marcantes de sua cultura. O suicídio ritual é um  traço da cultura Suruwahá que foi instituído há pouco mais de um século, com o suicídio de Dawari, um homem muito forte e influente. A partir daí este costume se estabeleceu e se firmou como uma maneira honrosa de se morrer.  O suicídio está diretamente ligado à mitologia Suruwahá e às crenças com respeito à vida após a morte. Somente desde a época do contato, mais de 30 adultos se suicidaram. Esses números são alarmantes, já que correspondem a cerca de 25% da população. O suicídio se dá através da ingestão do sumo da raiz do timbó,  a mesma substância usada nas pescarias.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22895997-114269085500021323?l=dadossuruwaha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dadossuruwaha.blogspot.com/feeds/114269085500021323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22895997&amp;postID=114269085500021323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22895997/posts/default/114269085500021323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22895997/posts/default/114269085500021323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dadossuruwaha.blogspot.com/2006/03/informaes-etnogrficas.html' title='Informações Etnográficas'/><author><name>administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
